INACABAMENTO

  •  

    Novembro 2009
    D S T Q Q S S
    « Ago    
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930  
  • POSTS RECENTES

  • Categorias

  • Arquivos

Arquivo da categoria ‘Poemas’

A HORA DO CHÁ!

Publicado por Renata em 17/07/2009

chazinho

Chá de Boldo

Se é meu
Não é seu,
Se é teu,
Não me interessa!

Se é teu,
Não é meu,
Se é meu,
Não te interessa!

Se interessa,
Ou não me interessa,
Isso não te interessa!

Se te interessa ou não,
Enfaticamente,
Definitivamente,
Finalmente,
Não me interessa!

__________

Chá de Erva Doce

Escuta!
Você não ouve as minhas palavras,
Orações que não são preces.

Escuta!
Você não ouve suas palavras,
Orações que em sua boca viram preces.

Não houve uma só palavra para as minhas orações!

__________

Chá de Capim Cidreira

Queria,
Não sei se quero,
Se ainda quero,
O bem do seu bem querer!

Gostava,
Não sei se gosto,
Do gosto do seu gosto,
Quer era gostoso e que me fazia tão bem!

Provava,
Uma amostra irreal.

Provava,
Um não querer.

Provava,
O insosso!

Já não sei se amava,
Se me perdia,
Se gosto do que fazia!

__________

Chá de Hortelã

Felicidade momentânea,
Invasora,
Arrebatadora,
Euforia sem fim!

Alegria avassaladora,
Que esquenta,
Acelera,
Que me deixa sem ar!

Risadas estridentes,
Respostas,
Involuntárias,
Dos caminhos escolhidos!

Saudade rápida,
Agradável,
Instigante,
Unindo e renascendo vidas!

__________

Chá de Morango

Doce, jovem, quente, alto, amigo, corajoso, leal, cúmplice, grande, vício, enorme, dentro, moreno, fora, frio, sujo, honesto, cheiroso, lindo, alegre, impaciente, incansável, suado, macio, batalhador, amável, gostoso, confidente, amante, em cima, em baixo, engraçado, chato e do meu lado … sempre!

***
That’s all folks!

Enviado em Inacabado, Poemas | 3 Comentários »

Poema by Victor Hugo

Publicado por Renata em 08/07/2009

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_hugo)

Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885) foi um escritor e poeta francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables – sua melhor peça – e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.

Sim, sim … Frejat se inspirou nessa música para escrever “Amor pra recomeçar” … acho que é esse o nome da música.

200px-Victor_Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar
***
That’s all folks!

Enviado em Inacabado, Poemas, Teatro | 2 Comentários »

NADA

Publicado por Renata em 04/07/2009

fim de semana vermelhoPatrick Parenteau

Acabou,
Acaba,
Acontece,
Aconteceu.
Acabou no início,
Início de um fim.
Onde era acabado,
O que estava inacabado.
Acabou o respeito,
Acabou a admiração,
Acabou o amor,
Fica a indiferença,
O fel,
O orgulho …
Nada mais.
Acabou como começou,
Do nada,
E nada ficou.

Desperdício!

That’s all folks!

Enviado em Inacabado, Poemas | 4 Comentários »

Máscaras

Publicado por Renata em 19/06/2009

mascara

Ser você mesmo,
Ser quem você é!
Ser,
Sejamos,
Seja você,
Apenas seja,
Seja quem você puder ser.
Quem você é,
Quem você poderia vir a ser,
Quem você poderá ser.
Quem é você?
Você é?
Quem sou,
Quando sou eu,
Quando não sei quem sou.
Quem posso ser,
Sem ser a mesma de hoje,
Sem ser a mesma de ontem,
Sendo eu mesma,
Apenas sendo,
Sem saber quem sou,
Sabendo que sou e quem sou,
Quando não quero ser,
Quem sou por gostar de você!

That’s all folks!

Enviado em Inacabado, Poemas | 7 Comentários »

Torta de limão

Publicado por Renata em 17/06/2009

limao_jpg

Vida torta,
Cabeça que roda,
Gira,
Gira sem parar!

Vida torta,
Que me enrosca,
Me torce,
Não sei aonde isso vai chegar!

Vida torta,
Cabeça a mil!
Me seguro,
Engolindo o fel,
Da vida desmedida.

Eu gosto de torta de limão!

Enviado em Inacabado, Poemas | 3 Comentários »